Descrição do Projeto Aquabrasil
Este projeto está contemplado no objetivo estratégico da Empresa de
contribuir para a modernização das cadeias produtivas, promovendo
avanços científicos e tecnológicos, sanitários e ambientais que
viabilizem a agregação de valor a produtos nacionais bem como para o
desenvolvimento de conhecimentos, tecnologias e processos que
contribuam para a superação dos desequilíbrios regionais e o uso
eficiente de recursos (Embrapa, 2004; Queiroz et al., 2002).
O
projeto será desenvolvido de forma integrada e em rede, produzindo as
informações e tecnologias necessárias á eliminação dos gargalos
atualmente existentes na aqüicultura brasileira que, acreditamos, está
muito relacionada a cadeia produtiva, de forma que aspectos como
melhoramento genético, nutrição, sanidade, manejo e gestão ambiental e
aproveitamento agroindustrial deverão ser abordadas.
Os programas de
melhoramento genético efetuados com animais e plantas têm sido o
alicerce do desenvolvimento agropecuário. O Brasil, detentor de 13% das
reservas de água doce do mundo possui um enorme potencial de
desenvolvimento para a aqüicultura, particularmente considerando que a
maior biodiversidade de peixes de água doce encontra-se no país. Embora
existam muitas iniciativas de criação de organismos aquáticos no
Brasil, este ocupa uma modesta 19ª posição de produção em nível mundial
(Borghetti et al., 2003). Dentre as espécies cultivadas para
exportação, destacam-se a tilápia (Oreochromis niloticus) e o camarão
marinho, Litopenaues vannamei (Borghetti et al., op. cit.).
Considerando-se o potencial de cultivo de espécies nativas, verifica-se
que há uma grande aceitação regional do tambaqui (Colossoma
.macropomum), criado na região norte (Melo et al., 2001,Izel &
Melo, 2004) e do pintado (Pseudoplatystoma corruscans), na região
centro-oeste (Gontijo et al., 2005). Entretanto, essas produções
regionais, com exceção do camarão marinho e da tilápia GIFT,
recentemente introduzida no Brasil a partir da Malásia, trabalham com o
potencial genético silvestre, sem nenhum melhoramento. Por falta de
alternativas e querendo ser competitivos, os produtores de tambaqui e
pintado desenvolveram híbridos inter-específicos, sem nenhuma
informação acerca do seu possível retrocruzamento com os parentais
nativos caso escapem para a natureza. A experiência com algumas
espécies aquáticas (tilápia, salmão, carpas) mostra que o melhoramento
genético na taxa de crescimento pode proporcionar ganhos de cerca de
15% por geração em programas bem conduzidos (Ponzoni et al. 2005). A
introdução da tilápia GIFT (Genetically Improved Farming Tilapia) no
Brasil, em 2005, através da Universidade Estadual de Maringá, bem como
o treinamento oferecido à época constitui o marco inicial através do
qual se pretende estender esses mesmos objetivos para espécies
prioritárias ao Brasil em termos de exportação e para consumo local,
funcionando a UEM como entidade nucleadora, ao tempo em que será
continuado o melhoramento dessa tilápia e implementados programas de
melhoramento para o aumento na taxa de crescimento em tambaqui e
pintado. No caso do programa de melhoramento para o camarão marinho,
visa a obtenção de uma linhagem resistente a doenças, uma vez que esta
é a principal demanda do setor produtivo, o qual tem enfrentado perdas
de 40 a 70% em suas produções causadas pela mionecrose infecciosa. Ao
final deste projeto de quatro anos, espera-se que tenham sido obtidas
gerações de tilápias melhoradas, linhagens de camarão marinho mais
resistentes a doenças e criados os bancos iniciais de reprodutores para
o melhoramento do tambaqui e pintado. Para estas duas últimas espécies,
como o tempo de maturação reprodutiva é mais longo, o prazo previsto
para a execução do projeto permitirá a criação da primeira geração do
banco de reprodutores. Com este projeto em rede, será possível também o
treinamento e a transferência de conhecimentos e tecnologias entre os
vários pesquisadores das várias áreas do projeto, de todas as regiões
do Brasil que estarão inseridos na proposta. Ao final, espera-se
desenvolver uma massa crítica capaz de alavancar o desenvolvimento da
aqüicultura no Brasil, com possibilidades de alcançar os mesmos
resultados que hoje existem para a soja e a criação bovina. Espécies
melhoradas poderão contribuir para a redução da aplicação de
medicamentos para controle de doenças, melhoria na qualidade da água
via redução de carga orgânica na água dos viveiros, via aproveitamento
mais eficiente de ração formulada com base no conceito de proteína
ideal, produção mais elevada sem aumento de espaço de cultivo, tornando
a atividade mais competitiva e reduzindo os riscos de retrocruzamento
de híbridos inter-específicos com os estoques nativos.
Os altos
custos das rações, boas práticas de manejo alimentar e o difícil acesso
a tecnologias inovadoras constituem obstáculos que colocam a
piscicultura regional em uma situação de desvantagem em relação ao
desenvolvimento da aqüicultura mundial. Pesquisas devem ser
desenvolvidas utilizando ingredientes alternativos para reduzir custos
de produção e aumentar a eficiência das rações de forma que sejam
obtidas altas produtividades por área, minimizando o impacto ambiental.
Na atualidade, a piscicultura de espécies nativas está em desvantagem
em relação a de espécies exóticas devido, entre outras razões, à
escassez de conhecimentos específicos sobre a nutrição que possam
contribuir para a elaboração de rações de baixo custo que respondam as
exigências nutricionais das espécies cultivadas, bem como ao
‘não-domínio’ de boas práticas de manejo alimentar, que poderiam
contribuir na otimização da produção. Uma alternativa para o aumento da
eficiência de uma dieta comercial é a sua suplementação com aditivos,
tais como probióticos, células microbianas, geralmente bactérias, mas
também leveduras, suplementadas ainda vivas na ração ou na água, com o
propósito de colonizar o trato gastrintestinal, melhorando a saúde e
gerando aumento da qualidade do pescado (Gatesoupe, 1999). Entretanto,
para justificar o aumento do custo da ração e a mão de obra envolvida
na adição de probióticos em rações comerciais, estes devem também
promover um aumento significativo no ganho em peso dos peixes. Até o
presente, as cepas de bactérias e leveduras probióticas disponíveis no
mercado são importadas e sua eficácia não é comprovada nas condições de
cultivo nacional. Desta forma, o desenvolvimento de probióticos
isolados diretamente do trato digestivo dos organismos no ambiente de
cultivo ou mesmo em ambientes mais poluídos, apresenta-se como uma
alternativa para aumentar a eficácia destes produtos. Igualmente, o
desenvolvimento de tecnologia para aplicação de probióticos nas rações
comerciais é fundamental para a viabilização desta prática nas
fazendas. Com a incidência do vírus da mancha branca no Brasil, faz-se
necessário o estudo de alternativas para melhorar a saúde do camarão. O
policultivo do camarão branco com a tilápia parece ser uma alternativa
viável e que já é adotada por países que enfrentaram sérios problemas
com o aparecimento do vírus da mancha branca, tal como o Equador. Além
disso, o uso de probiótico também será estudado na alimentação do
tambaqui, com objetivos produtivos e de saúde. Desta forma, são
propostas ações para melhorar a saúde e o desempenho da tilápia, do
tambaqui e do camarão marinho, as quais poderão também servir de
subsídio para condições de policultivo. É sabido que o uso de ácidos
graxos poliinsaturados da série n-3, pode reduzir o estresse na
larvicultura, sendo uma ótima opção a ser testada com o pintado a fim
de reduzir a mortalidade neste estádio do desenvolvimento. A
susceptibilidade dos peixes ao estresse e a considerável disseminação
de patógenos têm sido uma preocupação constante dos piscicultores que
buscam obter uma produção de peixes saudáveis e, como resultado, um
desempenho econômico sustentável. É importante desenvolver técnicas
para evitar transtornos à saúde dos peixes cultivados. Todavia o
desenvolvimento de tais técnicas passa pela necessidade do diagnóstico
da situação epidemiológica e sanitária dos estabelecimentos de cultivo
para que se possa interferir de forma eficiente no processo, ampliando
pesquisas conjuntas na área de patologia, imunologia e imunonutrição,
melhoramento genético e manejo dos ambientes de cultivo de peixes
usados na alimentação humana.
A intensificação nos sistemas de
produção de organismos aquáticos tem revelado obstáculos que afetam
diretamente a produtividade e o crescimento da atividade, estando a
área de Sanidade como um dos principais entraves e que proporciona a
base para o estudo e desenvolvimento de novas tecnologias. Altas
densidades, manejo inadequado, deficiências nutricionais e variações
nas características físico-químicas da água favorecem a quebra no
equilíbrio do sistema hospedeiro/patógeno/ambiente. Sob condições
ambientais adequadas e baixa resistência do organismo cultivado, ocorre
a proliferação do patógeno, muitas vezes oportunista, culminando em
mortalidades e perdas econômicas. A utilização de formas alternativas
de prevenção e viáveis aumenta a resistência do animal frente às
adversidades ambientais ou na presença de patógenos ou organismos
oportunistas. Esta é a visão responsável e ecologicamente mais correta,
reduzindo o uso indiscriminado de antibióticos e quimioterápicos. A
incorporação desta nova visão no sistema de produção melhora o
desempenho e a capacidade de resposta do organismo frente àqueles
fatores estressantes. No entanto, a falta de um monitoramento regular
dos animais na criação, de orientação de produtores e empresários,
profissionais e técnicos, releva a importância do diagnóstico
parasitológico, histopatológico e hematológico ou de hemolinfa em
peixes e crustáceos cultivados. Dessa forma, a validação do estado
sanitário dos organismos utilizando como ferramentas os diferentes
métodos de diagnóstico, a utilização de agentes imunoestimulantes, bem
como a difusão de conhecimento para as diferentes partes envolvidas no
processo e a integração com outros componentes como nutrição, manejo do
ambiente de cultivo e o uso de linhagens melhoradas, bem como entre os
pesquisadores das instituições participantes, poderá resultar em ganho
produtivo para a atividade.
Um dos grandes questionamentos sobre a
aqüicultura é a falta de métodos eficazes para reduzir seus impactos
ambientais e socioeconômicos, e também como as leis de proteção
ambiental em vigor poderão contribuir de forma efetiva para o seu
desenvolvimento (BOYD et al., 2003). A produção de organismos aquáticos
muitas vezes é considerada como causadora de impactos ambientais
negativos por consumir recursos naturais, ocasionar poluição e
interferências em níveis de biodiversidade e também, por estar
diretamente ligada a um recurso de múltiplos usos e essencial para a
vida: a água (TIAGO, 2007). As cadeias produtivas da tilápia, tambaqui,
pintado e camarões marinhos que serão estudadas e avaliadas pelo
projeto se destacam entre as mais importantes da aqüicultura
brasileira. Entretanto, ainda é preciso concentrar esforços em P&D
para reduzir os entraves que estão prejudicando a sua sustentabilidade,
tais como: baixa qualidade do material genético dos alevinos e das
pós-larvas; baixa competitividade com relação a outras indústrias de
carne; alto custo e qualidade das rações; duplicidade e falta de
direcionamento das pesquisas; baixo desempenho sócio ambiental e
econômico da cadeia produtiva da aqüicultura e entraves causados por
uma legislação ambiental muito restritiva (QUEIROZ et al., 2002). Em
geral, a aqüicultura não tem sido considerada no planejamento nacional
relacionada à conservação do solo e da água, poluição da água,
programas de quarentena de plantas e animais, e outros aspectos do
manejo ambiental. É necessário buscar soluções para consolidar o
desenvolvimento sustentável da aqüicultura com foco na otimização do
manejo dos sistemas de produção selecionado a partir de um envolvimento
transdisciplinar e integrado com os demais aspectos inerentes à
produção (genética, nutrição, sanidade) a fim de desenvolver e validar
boas Práticas de Manejo (BPMs). Parte-se do pressuposto de que grande
parte dos impactos ambientais pode ser evitada ou minimizada pela
adoção de Boas Práticas de Manejo (BPMs). Nesse sentido, a partir da
execução compartilhada (participativa) e multidisciplinar das ações de
pesquisa desenvolvidas para cada um dos temas-estudos do projeto e no
âmbito de cada um dos Projetos Componentes (PCs), pretende-se: a)
selecionar um conjunto de indicadores físico-químicos e biológicos de
qualidade da água e de sedimentos para otimizar a gestão ambiental dos
sistemas de produção aqüícola, a fim de reduzir a carga orgânica e os
sólidos em suspensão dos efluentes, a disseminação de doenças e a
contaminação por metais pesados, hormônios e pesticidas; b) contribuir
para a preservação da biodiversidade e da biossegurança com base no
biomonitoramento dos sistemas de produção; c) reduzir os impactos
ambientais e otimizar os índices zootécnicos de produção a partir da
introdução de melhorias no manejo nutricional e alimentar para as
diferentes espécies conjugadas aos sistemas de cultivo selecionados com
base no uso de bacias de sedimentação e de rações “ambientalmente
corretas”; d) avaliar as relações entre os parâmetros físico-químicos e
biológicos de qualidade da água causadores de estresse e doenças com os
índices de produtividade, resistência a doenças e redução no uso de
terapêuticos, e o rendimento de ganho em peso em cultivos com espécies
melhoradas geneticamente; e) identificar e selecionar um conjunto de
categorias e variáveis que vincule a estrutura produtiva com o seu
desempenho competitivo a fim de avaliar e comparar o nível de
competitividade e eficiência entre as cadeias produtivas das diferentes
espécies, buscando-se relacionar as variáveis ambiental e econômica com
a sustentabilidade a longo prazo destas cadeias; e f) favorecer a
organização, recuperação e disseminação de informações que subsidiem a
gestão ambiental da aqüicultura e a elaboração de protocolos de Boas
Práticas de Manejo (BPMs), imprescindíveis para o planejamento
ambiental da aqüicultura com foco em sua sustentabilidade, e ao acesso
do produtor à orientações de manejo correto do sistema produtivo
voltadas à redução de impactos ambientais negativos.
A qualidade da
matéria –prima é o ponto chave para a qualidade do produto. O manejo
adequado visando a qualidade da água e a combinação dos fatores de
produção que levem à obtenção do pescado em bom estado
higiênico-sanitário, permitirá a obtenção do pescado in natura que, uma
vez rastreado, poderá apresentar conformidade com a legislação e ser
certificado como um alimento seguro. É paradoxal a relação entre a
profícua aqüicultura brasileira e a tímida comercialização de pescado
qualificado. O beneficiamento de pescado é um dos principais gargalos
da cadeia produtiva aqüícola, fazendo com que os produtores vendam seus
produtos in natura sem qualidade e sem agregação de valor. De forma
geral, o processamento de pescado no Brasil resume-se ao resfriamento
ou congelamento sem critérios de poucas espécies visando a distribuição
e comercialização. Dentro desse contexto, o presente projeto propõe a
qualidade total na aqüicultura, a partir do pescado in natura e o
desenvolvimento de técnicas para o beneficiamento de novos produtos,
que levarão a um grande avanço na oferta de produtos com valor
agregado. O desafio está em vencer a alta perecibilidade do pescado
através de adoção de métodos de conservação e ao mesmo tempo, preservar
o excelente valor nutritivo deste alimento, bem como otimizar o
aproveitamento do pescado destinando o resíduo à obtenção de
subprodutos que possam aumentar a receita da beneficiadora. Uma vez que
o projeto em rede visa a sustentabilidade da aqüicultura no Brasil, o
projeto componente de aproveitamento agroindustrial das espécies
cultivadas insere-se nesse contexto de qualidade da água (manejo,
gestão ambiental), qualidade do pescado (sanidade, fatores genéticos) e
qualidade do produto (resultante das boas práticas em toda a cadeia,
seguro ao consumidor, conveniente, com características sensoriais
esperadas e nutritivo)
As pesquisas realizadas de forma tradicional
não serão capazes de, em curto prazo, melhorar a produção aquícola do
Brasil. O enfoque em rede e a integração dos pesquisadores das
diferentes instituições alinhando os melhores cérebros, potencializará
os esforços e possibilitará o alcance dos objetivos em prazo mais
curto. Esta forma de atuação vem sendo utilizada cada vez mais, com
excelentes resultados para os grandes problemas estratégicos do país,
onde certamente a aqüicultura é uma delas.
No Brasil ainda são
incipientes as informações e tecnologias para suportar o
desenvolvimento de uma aqüicultura sustentável, capaz de atender às
demandas do mercado nacional e para exportação.A massa crítica de
pesquisadores ainda é pequena e insuficiente para responder
adequadamente às necessidades da atividade, considerando a grande gama
de espécies nativas passíveis de cultivo. Nesse sentido, para assegurar
a remoção dos entraves ao desenvolvimento da aqüicultura no Brasil, é
proposto um projeto para ser realizado em rede, de forma integrada,
considerando espécies prioritárias e os principais problemas
relacionados a cada uma delas, ao longo da cadeia produtiva. A
qualidade da matéria –prima é o ponto chave para a qualidade do
produto. O manejo adequado visando a nutrição e a qualidade da água e a
combinação dos fatores de produção que levem à obtenção do pescado em
bom estado higiênico-sanitário permitirá, por exemplo, a obtenção do
pescado in natura que, uma vez rastreado e em conformidade com a
legislação, poderá ser certificado como um alimento seguro e oferecido
para o mercado interno e externo. No caso particular da tilápia, a
continuidade do melhoramento da tilápia GIFT, introduzida da Malásia,
melhorada no Brasil e ofertada aos produtores, na medida da produção
dessas linhagens, aliadas ao fornecimento de rações de alto desempenho
e baixo impacto ambiental, testada em conformidade com as linhagens
melhoradas, com o diagnóstico das enfermidades e medidas profiláticas
adequadas, e em sistemas de produção que atendam às boas práticas de
manejo, certamente produzirá matéria prima de qualidade, seguro e de
alto rendimento. Ao mesmo tempo, a realização de pesquisas integradas e
em rede, baseadas em espécies nativas de valor regional como o tambaqui
e o pintado, propiciará o desenvolvimento de uma nova cultura de
pesquisa capaz de enfrentar grandes desafios e produzir resultados
relevantes em espaço de tempo mais reduzido.e estratégico para o
desenvolvimento do setor aquícola no país. Em muitos casos, os usuários
das informações e tecnologias serão parceiros do projeto, o que encurta
e garante a transferência de informações e tecnologias em benefício da
sociedade como um todo. Por último, considerando que o número de
profissionais que atuam na área ainda é muito escasso para a dimensão
do Brasil, a melhor forma encontrada e colocada no presente projeto é
uma rede de instituições colocando à disposição as suas melhores
inteligências e infra-estrutura e dentro de uma visão de cadeia
produtiva.

