Introdução
O Pantanal é composto pela interseção de quatro grandes Regiões Fitoecológicas, que regionalmente podem ser conhecidas como Mata Decídua, Mata Semidecídua, Cerrado e Chaco. As Matas Decíduas, também chamadas de Mata Seca, perdem a maioria das suas folhas no inverno, enquanto as Matas Semidecíduas perdem um pouco menos. Além dessas quatro Regiões, em várias porções do Pantanal observa-se a ocorrência de contatos florísticos entre as Regiões Fitoecológicas e vegetação pioneira, que são aquelas influenciadas pelo alagamento dos rios e das baías, formando os campos alagados e brejos. Não se observam no Pantanal, grandes áreas contínuas de um único tipo de vegetação como na Amazônia, o que o torna naturalmente fragmentado. Pode-se dizer que as fisionomias pantaneiras formam um grande mosaico e, mesmo sendo ocupado há mais de 250 anos, abriga grande diversidade de espécies de plantas e animais adaptados a dinâmica definida pelo clima e pelos pulsos de inundação da região.
O conhecimento do Pantanal, através da identificação, do mapeamento, da caracterização e da quantificação dos diferentes tipos de vegetação, são fatores prioritários para a formulação de políticas públicas que objetivam a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.
Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Biodiversidade e Floresta iniciou em 2004, um grande esforço no sentido de conhecer quanto e onde se encontra a vegetação natural do país. Dessa forma lançou mão do projeto nacional “Levantamento e mapeamento dos remanescentes da cobertura vegetal dos biomas brasileiros”. Portanto, é nesse contexto maior que se insere este trabalho, desenvolvido como subprojeto “Levantamento e mapeamento dos remanescentes da cobertura vegetal do bioma Pantanal, período de 2002 na escala de 1:250.000.”
A pesquisa foi coordenada pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas - SP), desenvolvida em parceria com a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande - MS), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (São José dos Campos - SP) e o Instituto de Meio Ambiente Pantanal (Campo Grande - MS). Insere-se no conjunto de ações previstas pelo financiamento do Global Environmental Facilities (GEF), componente do Programa de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (PROBIO).








