Histórico
Os primeiros fundamentos teóricos da Agricultura de Precisão surgiram em 1929, nos Estados Unidos, porém tornou-se mais conhecida na década de 80, devido aos avanços e à difusão dos sistemas de posicionamento geográfico, sistemas de informações geográficas, monitoramento de colheita e também à informática. Além de destacar-se nos EUA, ganhou grande notoriedade em países como Alemanha, Argentina, Austrália, Inglaterra e Brasil. No país, as primeiras pesquisas na área foram realizadas na década de 90.
No primeiro momento, a Agricultura de Precisão foi direcionada pelas máquinas agrícolas, como colheitadeiras e semeadeiras, embarcando-se a elas receptores GNSS (Global Navigation Satelite System), sofisticados computadores de bordo e sistemas que possibilitam a geração de mapas de produtividade. Aprimorou-se o mapeamento da variabilidade do solo, plantas e outros parâmetros, resultando numa aplicação otimizada de insumos, diminuindo custos e impactos ambientais negativos, consecutivamente, aumentando o retorno econômico, social e ambiental.
Algumas iniciativas em pesquisa e desenvolvimento vêm sendo implementadas, colaborando para a inovação em Agricultura de Precisão no país. Atualmente são 53 grupos de pesquisas registrados no sistema Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
No Brasil, o tema vem sendo divulgado em vários eventos importantes onde pesquisadores, empresas e produtores são reunidos: o SIAP (Simpósio Internacional de Agricultura de Precisão) e o ConBAP (Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão). No SIAP de 2007, coordenado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) foi instalado o Comitê Brasileiro de Agricultura de Precisão, um grande avanço para o setor. Nele foram reunidos os principais atores da Agricultura de Precisão no País, fornecendo importantes subsídios para que as políticas públicas possam ser contempladas. As ferramentas no mercado também avançaram, surgiram novos sensores e equipamentos, tornando a prática da AP cada vez mais acessível, com custos mais compatíveis e integráveis ao dia-a-dia de uma propriedade agrícola.
No entanto, a adoção da Agricultura de Precisão nos diversos setores do agronegócio brasileiro está ocorrendo em um ritmo inferior ao previsto. Aumentar a taxa de utilização da AP no País, oferecendo tecnologias e conhecimentos para isso, é o papel que a Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa pretende cumprir.
