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Distribuição Espacial

A ocorrência e a severidade das doenças e pragas sofrem influência direta das condições do meio, de modo que as alterações no clima causarão modificações importantes na inter-relação entre os hospedeiros e os agentes causais envolvidos na questão fitossanitária. Problemas fitossanitários hoje considerados de menor importância poderão ser responsáveis por sérios prejuízos nos cenários futuros e vice-versa, dependendo da região do País (variabilidade espacial) e da época do ano (sazonalidade). Pouco se conhecia sobre os efeitos de mudanças climáticas na distribuição espacial e temporal de problemas fitossanitários no Brasil.

A fim de avaliar os impactos das mudanças climáticas globais sobre a distribuição geográfica de problemas fitossanitários foi estruturado um banco de dados geográfico com informações disponibilizadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) de seu Quarto Relatório.

O banco de dados geográfico foi composto por informações das variáveis climáticas do Brasil para o clima de referência (normal climatológica de 1960-1991) e futuro (2011-2040, 2041-2070, 2071-2100, cenários A2 e B1) e foi estruturado utilizando o SIG (Sistema de Informações Geográficas).Com base nos modelos de desenvolvimento de problemas fitossanitários e/ou faixas climáticas favoráveis ao desenvolvimento e utilizando o banco de dados geográfico foram elaborados mapas de distribuição geográfica no clima de referência.

Esses mapas foram validados tanto em consulta aos especialistas, como também utilizando o suporte de informações de monitoramento, quando disponível, e o apoio da literatura. Após a validação da metodologia (modelo/faixas climáticas) específica para cada problema fitossanitário, foram elaborados mapas de distribuição geográfica dos climas futuros e estes foram avaliados e discutidos pela equipe responsável a fim de se determinar os impactos das mudanças climáticas, tanto geograficamente como temporalmente.

 

Objetivo geral

Avaliar os impactos das mudanças climáticas globais sobre a distribuição geográfica e temporal de problemas fitossanitários de culturas agrícolas selecionadas.


Objetivos específicos

- Avaliar a distribuição geográfica e temporal de impactos de mudanças climáticas sobre problemas fitossanitários de: espécies florestais, maça, pêssego, soja, uva, milho, algodão, mamona, forragicultura, laranja e coco; e

- Elaborar e estruturar banco de dados geográfico de informações climáticas dos cenários futuros no Brasil.

 

Os resultados obtidos permitem discutir e traçar estratégias de adaptação aos impactos das mudanças climáticas aos problemas fitossanitários, auxiliar na elaboração e direcionamento de políticas públicas voltadas ao controle de pragas e doenças nos diversos setores agrícolas, tais como o crédito e seguro agrícola e o planejamento agrícola futuro.

Desta forma, beneficiários mais diretos são os setores do agronegócio (agricultores, empresas públicas e privadas) e instituições de pesquisa, subsidiadas com as informações sobre a previsão de riscos potenciais das mudanças climáticas na distribuição geográfica e temporal dos problemas fitossanitários. Por ser um tema relativamente recente, com certeza demandará mais estudos e monitoramento das doenças e pragas durante os próximos anos para a melhoria contínua das projeções futuras da distribuição geográfica dos problemas fitossanitários no Brasil.

Neste sentido, destacam-se as parcerias estabelecidas e os projetos aprovados nos macroprogramas e outras fontes como uma derivação e complementação aos componentes técnicos originalmente previstos nesse projeto, em especial, o projeto aprovado no edital de Cooperação Internacional no âmbito do Macroprograma 3, com coordenação compartilhada entre o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA, Argentina) e a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), além de outros projetos (Consórcio do Café, CNPq, etc.). O Projeto Componente teve a participação de 65 especialistas de 28 instituições do País, de Centros da Embrapa, Universidades, Instituições de pesquisa e Empresas privadas.

A importância dos resultados obtidos foi graças à colaboração da equipe interinstitucional e multidisciplinar, permitindo o desenvolvimento e o emprego de nova metodologia de avaliação dos impactos das mudanças climáticas sobre a distribuição geográfica e temporal de problemas fitossanitários, baseado em Sistemas de Informações Geográficas. Desta forma, o Projeto possibilitou para toda a equipe além da obtenção de competência metodológica no uso das ferramentas computacionais e condução das técnicas experimentais, o conhecimento dos novos temas das mudanças climáticas, sob os aspectos das projeções futuras dos modelos climáticos globais do IPCC e dos problemas fitossanitários.

Os principais desdobramentos desse Projeto são os projetos de pesquisa aprovados e novas propostas como derivação e complementação aos componentes técnicos originalmente previstos e o conhecimento pela sociedade dos potenciais impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura, em especial dos problemas fitossanitário. Destaca-se como estudo complementar o projeto Climafitos “Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil”, aprovado no edital de Cooperação Internacional no âmbito do Macroprograma 3, com coordenação compartilhada entre o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA, Argentina) e a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).

Também se verifica a oportunidade de estudo para a melhoria da modelagem de desenvolvimento dos problemas fitossanitários, com a inclusão de outros fatores bióticos e abióticos e suas interações, oriundos de novos estudos experimentais. Por último, o desenvolvimento de um novo Banco de Dados geográfico de informações climáticas de projeções de modelos climáticos globais do Quinto Relatório do IPCC.