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Noite de celebração para comemorar os 40 anos da Embrapa

Solenidade na Sede da Empresa, na noite desta quarta-feira (24), reuniu autoridades, ex-presidentes da instituição e ex-ministros, lideranças do agronegócio, diretores-executivos, chefes de Unidades Centrais e Descentralizadas, além de muitos empregados que fizeram questão de participar da festa montada no Pavilhão Ciência para a Vida. Entre as novas instalações da Empresa, destaque para o Laboratório Nacional de Agricultura de Precisão (LANAPRE). Reprodução da matéria publicada em https://intranet4.sede.embrapa.br/pasta-todospcom/2013/abril/solenidade-de-aniversario.

A solenidade em comemoração aos 40 anos da Embrapa, realizada na noite desta quarta-feira (24), na Sede da Empresa, em Brasília (DF), reuniu uma extensa lista de autoridades, personalidades como ex-presidentes da instituição e ex-ministros, lideranças do agronegócio, diretores-executivos, chefes de Unidades Centrais e Descentralizadas, além de muitos empregados que fizeram questão de participar da festa montada no Pavilhão Ciência para a Vida.

Logo no início da solenidade, a cantora Ellen Oléria, uma das revelações do programa “The Voice Brasil”, cantou a capela do Hino Nacional, dando-se inclusive ao direito de uma pequena licença poética, quando emendou à letra de Joaquim Osório Duque-Estrada a frase “das filhas deste solo és mãe gentil”.

Após uma breve homenagem às lideranças que marcaram a história da Empresa – os ex-ministros da Agricultura e ex-presidentes da Embrapa presentes –, foi a vez do jovem agricultor Ubiratan de Jesus Santos, de 17 anos, emocionar a plateia ao discursar. Filho de agricultores familiares e morador da comunidade de Riachão da Serra, no município de Valença, Bahia, ele contou um pouco de sua história e deixou o seu recado para as autoridades e cientistas presentes à solenidade.

“Há alguns anos meus pais me aconselharam a sair da agricultura, dizendo que não era rentável, e eu até concordava com eles. Mas depois  eu vi que com tecnologia a agricultura é o melhor negócio. Então percebi que posso viver bem no campo e é o que quero para mim”, disse o jovem.

Ubiratan também destacou que a agricultura daqui a algumas décadas deve ser sustentável. “Esperamos que a pesquisa agropecuária e todas as autoridades do País possam dar respostas o mais breve possível. Como eu, existem vários outros jovens que acreditam na agricultura e temos certeza e confiança de que as soluções virão”, finalizou, arrancando muitos aplausos dos presentes.

Para contribuir nessa busca de soluções, a Embrapa lançou em seguida o Sistema Agropensa, um ambiente de prospecção e análise para orientar as estratégias da Embrapa, os programas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e o trabalho das instituições de pesquisa, assistência técnica e extensão.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, destacou em seu discurso as diferenças entre o Brasil de 40 anos atrás e o País de hoje. “Há 40 anos, num abril como este, as notícias também tratavam de inflação dos alimentos, de seca no Nordeste e de problemas nas safras. Mas as razões eram quebras na produção, eram as recorrentes faltas de alimentos era a falta de tecnologias para uma agricultura forte e competitiva”, disse.

“As notícias de hoje são semelhantes, mas apesar da seca não se fala em retirantes, não se fala em êxodo rural. Fala-se de consumidores e produtores lamentando os custos e as perdas, mas não se registra nenhum sinal de desesperança. O mesmo noticiário que mostra a seca e a inflação mostra gente suportando o sol inclemente com a ajuda de tecnologias de convivência com a seca, mostra consumidores aguardando os preços baixarem porque sabem que novas safras virão, mostra produtores confiantes esperando as chuvas voltarem porque há recursos e eles estão amparados por políticas públicas compensatórias, de maneira que ninguém vai enfrentar dias de incerteza e fome”, completou.

Lopes falou ainda sobre a evolução da agropecuária brasileira nessas quatro décadas e lembrou que, nesse período, o Brasil multiplicou praticamente por seis vezes a sua safra, que em 1973 contabilizava 30 milhões de toneladas de grãos. “Com a agricultura baseada em ciência, passamos a priorizar a incorporação de tecnologia, os ganhos de produtividade e a sustentabilidade ao modelo agrícola”, ressaltou ele, lembrando que estas não são realizações de uma única instituição. “A catedral do conhecimento não é obra de um único artífice. O que celebramos nessa noite é a sinergia entre todos os segmentos do setor público e do setor produtivo.”

O presidente da Embrapa reforçou também a necessidade de a Embrapa e seus parceiros se prepararem para enfrentar o futuro, com “suas mudanças de paradigmas que certamente virão em tempos cada vez mais curtos”. “Abundância na produção pode significar abundância também em novas pragas e doenças. Mudanças climáticas irão nos impor desafios complexos e nos exigir novos métodos de pesquisa, novas estratégias de produção”, exemplificou Lopes, reforçando a importância do lançamento do Sistema Agropensa. “Teremos que abraçar definitivamente o conceito de inteligência estratégica, fortalecer a nossa capacidade de antecipação, reduzir os nossos tempos de resposta e desenvolver a nossa habilidade de lidar com urgências cada vez mais complexas.”

Outro ponto destacado pelo presidente da Embrapa em seu discurso foi a importância das parcerias. “Precisamos investir cada vez mais na associação de talentos e recursos de diferentes organizações”, comentou, citando o exemplo da parceria com a Unicamp, uma das universidades mais conceituadas do País, para a criação de uma Unidade Mista de Pesquisa.

“A aproximação com as Universidades é um caminho necessário para elevação da nossa base de conhecimentos, tão necessária para o empoderamento de programas em áreas dinâmicas e muito competitivas, como a biotecnologia, a nanotecnologia, a automação avançada, a tecnologia da informação e do conhecimento, dentre outras”, enumerou.

Lopes frisou ainda que, além de transitar por esses mercados altamente dinâmicos e competitivos, a pesquisa agropecuária deve estar ciente de sua responsabilidade para com os milhões de pequenos produtores que precisam de conhecimento e tecnologia para alcançar o mercado, aumentando sua renda e bem-estar (confira aqui a íntegra do discurso de Maurício Lopes).

A solenidade prosseguiu com a assinaturas de acordos de cooperação e convênios, apresentação da agenda de prioridades da Unidade Mista de Pesquisa da Embrapa/Unicamp e lançamentos de livros (leia no Todos.com Especial matérias sobre esses assuntos). Na sequência, foi a vez de o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, discursar.

Andrade lembrou do papel da Embrapa no processo que levou o Brasil a alcançar a segurança alimentar. “A Embrapa comemora seus 40 anos com o orgulho de quem foi protagonista ao tirar o Brasil de uma situação de insegurança alimentar, no início dos anos 70, e colocá-lo entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo”.

O ministro também destacou que os olhos do mundo estão voltados para o Brasil quando o assunto é produção de alimentos. “Nestes 40 anos, a Embrapa se destacou por vencer desafios. Tenho certeza que o Brasil e o mundo podem confiar na pesquisa e na geração de tecnologia da Embrapa para aumentar a eficiência no campo e atender às demandas”, completou o ministro.

Logo após a entrega de homenagens a parceiros, a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, representando a presidenta Dilma Rousseff, encerrou a solenidade. Ela destacou em seu discurso que o Brasil hoje é uma potência agrícola que alimenta o mundo. “Mas nem sempre foi assim. O País antes importava mais alimentos do que exportava. Graças ao empreendedorismo do produtor brasileiro e ao trabalho da Embrapa e seus parceiros hoje essa situação mudou”, afirmou a ministra.

Gleisi destacou o trabalho da pesquisa agropecuária no desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições de clima e solo do Brasil, além da expansão da área cultivável para grandes áreas como o Cerrado, antes improdutivo, mas que hoje é responsável por grandes safras. “A cada ano aumentam a produção e a produtividade da agropecuária brasileira, prova do acerto das decisões tomadas no passado”, disse.

A ministra chefe da Casa Civil ressaltou que a agropecuária é uma grande prioridade do Governo Federal. “Para isso, contamos com a atuação da Embrapa, o braço tecnológico do governo na busca de soluções para os problemas do Brasil no campo”, comentou. Entre os desafios para o futuro, Gleisi citou a necessidade do desenvolvimento de tecnologias para superar as mudanças climáticas e o desenvolvimento de cultivares adaptadas para as condições do Semiárido brasileiro, a exemplo do que aconteceu no Cerrado.

“Também será fundamental a criação de canais cada vez mais eficientes para a divulgação dos conhecimentos gerados”, lembrou Gleisi, ressaltando a criação, pelo Governo Federal, da futura Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Além da ministra chefe da Casa Civil, do ministro da Agricultura e do presidente da Embrapa, compuseram a mesa durante a solenidade o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp; a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra; o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella; a ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário; o presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, senador Benedito Lira; o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Fernando Lúcio Giacobo; e o pesquisador Eliseu Alves, representando os presidentes e fundadores da Embrapa.

 

Exposição Institucional

No hall do Pavilhão, o público presente prestigiou uma exposição institucional sobre a história, novos produtos, ações e parcerias da Embrapa. A exposição foi dividida em diversos núcleos.

 

Lançamentos

Durante o Ano 40, até abril de 2014, serão lançadas 40 novas cultivares pela Embrapa. Entre elas, dez cultivares de frutas, 11 de grãos, quatro de cereais de inverno, duas de plantas de cobertura e manejo do solo, seis de hortaliças, duas de forrageiras e cinco cultivares de fibras.

Também estão na agenda de lançamentos dez softwares e sistemas inteligentes, que vão desde a análise de riscos na agricultura e simulação de cenários agrícolas futuros ao imageamento de reconstrução computacional de plantas; além de nove equipamentos e tecnologias inovadoras e de impacto na agricultura nacional, para aplicação na fruticultura, solos, pecuária de leite e irrigação

Ainda foram apresentados os novos genomas que serão lançados ao longo do Ano 40, como o draft do genoma do dendê, um grande avanço para aplicações da genômica em melhoramento genético da cultura; a descrição do genoma de caprinos, fundamental para os trabalhos de melhoramento na pecuária nacional; a montagem do genoma de bovino da raça mais representativa e importante do rebanho brasileiro, o Zebu; e a análise do transcriptoma de variedades de eucalipto que apresentam maior capacidade de fixar carbono através da fotossíntese, produzindo mais biomassa e maior produção de celulose.

As novas instalações da Empresa também foram destaque na exposição. O Laboratório Nacional de Agricultura de Precisão, inédito no Brasil, que será inaugurado em setembro, em São Carlos (SP), contará com infraestrutura para pesquisa e desenvolvimento de equipamentos, sensores, componentes mecânicos e eletrônica embarcada. O Banco Genético da Embrapa, que será inaugurado em novembro, em Brasília (DF), terá capacidade para armazenar 700 mil amostras de sementes e contará com laboratórios e conservação de recursos genéticos animais. Já o Complexo Multiusuário de Bioeficiência e Sustentabilidade da Pecuária será inaugurado no começo de 2014, em Coronel Pacheco (MG), e será composto de quatro grandes laboratórios: Metabolismo e Impactos Ambientais da Pecuária; Biotecnologia e Ambiência; Zootecnia de Precisão; e Saúde Animal.

 

Tecnologia da Informação

A exposição também mostrou que a Embrapa tem uma das melhores Governanças de Tecnologia da Informação entre todas as empresas públicas. Isso se deve à segunda edição do Plano Diretor de TI, o modelo de Governança Corporativo de TI e a Central de Serviços de TI implantada. A Empresa ainda trabalha para desenvolver o TI Verde, a virtualização de servidores e o outsourcing de impressão.

O Business Inteligence (BI) é um processo que inicia com uma necessidade de informação dos gestores do processo de produção da Embrapa para tomar uma decisão. A equipe de BI da Empresa identifica, mapeia, trata, integra, armazena e disponibiliza as fontes de informação para suportar o processo decisório com mais precisão, consistência e agilidade. Atualmente, a Embrapa possui uma arquitetura tecnológica de BI suportada por ferramentas Software de Administração de Negócios (SAP) que permitem aos usuários a elaboração de consultas, relatórios e painéis de controle com dados dos sistemas de informação da Embrapa e de fontes externas.


Outros temas

Na colmeia Embrapa 40, foram apresentados o hotsite dos 40 anos da Empresa, o programa Conexão Ciência e a Revista XXI. A colmeia Institucional mostrou o balanço social da Embrapa, o Relatório Destaques, a Unidade mista Embrapa/Unicamp e a revitalização do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA). Já a colmeia Homenageados apresentou os parceiros que acompanharam a Embrapa durante os 40 anos e todos os presidentes que já passaram pela Empresa.

 

Produtos do Brasil

O evento contou, ainda, com um ambiente de degustação de produtos de pesquisa da Embrapa, como dois espumantes especiais e receitas típicas das regiões brasileiras. Os espumantes Extra Brut branco e Pinot Noir rosé são os primeiros espumantes elaborados pelo método tradicional, em que a segunda fermentação e a maturação ocorrem na própria garrafa e, por meio de processo diferenciado, em que o tempo de autólise, ou seja, o tempo de contato entre leveduras e vinhos, foi de 18 meses, o que expressa o alto patamar de qualidade alcançado pelo espumante brasileiro. Eles foram desenvolvidos no Laboratório de Inovação Enológica (LIE) da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS).

Na parte de degustação de comidas típicas, os visitantes puderam conferir receitas elaboradas com variedades de produtos desenvolvidas pela Embrapa, como abacaxi, abóbora, mandioca, cenoura, arroz, palmito, pequi e lombo suíno light.

  

Secretaria de Comunicação

Embrapa

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